Práticas de ensino de geografia com educanda deficiente intelectual no ensino fundamental II da EMEF “Tito dos Santos Neves” - Nova Venécia - ES

Rosa, Rubiane Moreira (2019)

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Considerando a educação especial, na perspectiva da educação inclusiva e os desafios para efetivá-la no contexto da educação básica, o presente estudo teve como objetivo problematizar as práticas educacionais desenvolvidas com uma educanda deficiente intelectual, na disciplina de geografia, no contexto da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) "Tito dos Santos Neves", da rede municipal de ensino de Nova Venécia-ES. Para tanto, esse estudo, que se beneficiou de elementos da pesquisa-ação colaborativo-crítica, foi realizado em três momentos metodológicos: primeiro, uma revisão bibliográfica sobre o tema da pesquisa foi desenvolvida. Posteriormente, foi realizada uma pesquisa de campo, através da aplicação de questionário, da observação das aulas de geografia, bem como o planejamento e o desenvolvimento de atividades colaborativas, envolvendo a professora de geografia, a professora especialista e o estagiário que atuam com a estudante com deficiência intelectual. Desta forma, o trabalho colaborativo desenvolvido nesta pesquisa proporcionou experiências formativas para os profissionais participantes da pesquisa, ao permitir que estes compartilhassem seus saberes, e ao mesmo tempo permitir que estes repensem as suas práticas pedagógicas a partir da relação estabelecida com outros profissionais e com os próprios estudantes. Por fim, os dados obtidos foram tabulados e interpretados. Desse modo, foi possível refletir sobre os desafios e as possibilidades para efetivação do processo de inclusão educacional dessa estudante. Com o presente estudo foi possível perceber que a educação inclusiva é um processo que requer estudos, observação, planejamento, e principalmente conhecimento teórico sobre as especificidades de cada indivíduo. Também foi constatado a necessidade de uma formação continuada para os profissionais que atuam com alunos com deficiência, para que tenham as competências necessárias para promover uma educação inclusiva. E por fim, observou-se que no presente contexto, a inclusão social já não representa uma barreira para efetivação do processo educacional de alunos com deficiência.


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