BIOESPECTROSCOPIA NA REGIÃO DO INFRAVERMELHO PARA DIAGNÓSTICO DE ENDOMETRIOSE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

GOMES, Kelly Caroline Gonçalves Monteiro ; NASCIMENTO, Márcia Helena Cassago (2024)

artigo

ABSTRACT: Endometriosis is a chronic multifactorial gynecological disease common among women of reproductive age. Its diagnosis can take 10 to 15 years to be concluded. There is still no validated biomarker for screening this disease. In this scenario, videolaparoscopy is considered the gold standard diagnostic method for this condition, even though it is based on a surgical intervention. Bio-spectroscopy emerges as an alternative diagnostic method to videolaparoscopy because it is less invasive, reproducible, and practical, aiming to be highly specific and reliably sensitive in early screening for endometriosis. In this regard, there is a need for a systematic review of the methodologies of practical research already published to understand this proposed diagnostic methodology and its scientific and technological advances. For this purpose, a systematic review was conducted covering the entire publication period of the proposed topic up to the present day, with bibliometric analysis using Bibliometrix and Ordinatio index methods, along with a systematic analysis of the methodologies, results, and conclusions of the most relevant scientific articles. Twelve articles were found using spectroscopy in the near-infrared region (n=6) and midinfrared region (n=6), with an average sample size of 37 participants. The most commonly used biological matrices were tissue/cells and serum. The most employed technique for endometriosis diagnosis by infrared spectroscopy was near-infrared spectroscopy coupled with an imaging system for the identification of endometriotic lesions, with average values of sensitivity, specificity, and accuracy of 62.62%, 87.5%, and 74.25%, respectively. However, the infrared technique of interest, in the mid-infrared region, for less invasive analyses did not have enough validated studies, preventing a reliable data analysis. Thus, there is still a gap in the literature regarding the potential of bio-spectroscopy for endometriosis diagnosis.

RESUMO: A endometriose é uma doença ginecológica crônica multifatorial, comum entre mulheres em idade reprodutiva. Seu diagnóstico pode levar de 10 a 15 anos para ser concluído. Ainda não há um biomarcador validado para a triagem dessa doença. Neste cenário, a videolaparoscopia consiste no método diagnóstico padrão-ouro para essa enfermidade, mesmo que se baseie em uma intervenção cirúrgica. A bioespectroscopia surge como um método diagnóstico alternativo à videolaparoscopia por ser menos invasivo, reprodutível e prático, com o objetivo de ser altamente específico e seguramente sensível na triagem precoce da endometriose. Nesse sentido, implica-se a necessidade de uma revisão sistemática das metodologias das pesquisas práticas já publicadas para compreensão a respeito dessa proposta de metodologia de diagnóstico e seus avanços científicos e tecnológicos. Para isso, realizou-se uma revisão sistemática abrangendo todo o período de publicação do tema proposto até a atualidade, com análise bibliométrica pelos métodos Bibliometrix, índice de Ordinatio e uma análise sistemática das metodologias, resultados e conclusões dos artigos científicos de maior relevância. Encontrou-se 12 artigos publicados utilizando a espectroscopia na região do infravermelho próximo (n=6) e na região do infravermelho médio (n=6), com média amostral de 37 participantes. As matrizes biológicas mais utilizadas foram tecido/célula e soro. A técnica mais empregada para diagnóstico de endometriose com uso de radiação na região do infravermelho foi a espectroscopia na região do infravermelho próximo acoplado a um sistema de imagem para identificação das lesões endometrióticas, apresentando média de valores de sensibilidade, especificidade e exatidão de 62,62%, 87,5% e 74,25%, respectivamente. No entanto, a técnica de interesse, na região do infravermelho médio, para análises menos invasivas não apresentou quantidade suficiente de estudos validados, impossibilitando uma análise com confiabilidade dos dados. Dessa forma, ainda existe uma lacuna na literatura sobre a potencialidade da bioespectroscopia para diagnóstico da endometriose.


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