Estudo de caso do curso de pós-graduação em educação e contemporaneidade no campus Santa Teresa do Instituto Federal do Espírito Santo: análise com os desistentes e concluintes

Leite, Ana Cristine Rodrigues (2019)

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Ao passo que os estudantes buscam de forma crescente pelo avanço profissional, as pós-graduações acabaram se popularizando e se tornando uma excelente opção, devido ao seu tempo de duração e diversas possibilidades existentes. No entanto, ao vivenciar essa realidade de perto, percebe-se que, por melhor que seja o curso, a instituição e os profissionais que nela atuam, ainda existe uma considerável parcela de discentes que acabam desistindo de concluí-lo. A partir disso, foi proposto o estudo de caso que se segue, com discentes do curso de Pós-graduação lato sensu Especialização em Educação e Contemporaneidade, do Instituto Federal do Espírito Santo, campus Santa Teresa. O desenvolvimento deste trabalho aconteceu por meio da aplicação de um questionário online para os estudantes – identificados por “desistentes” ou “concluintes” –, a fim de verificar os fatores que os levam a desistirem ou a permanecerem no curso em questão. A partir dos resultados, foi possível perceber duas vertentes principais: àquelas ligadas aos próprios estudantes e àquelas ligadas às instituições de ensino. No que diz respeito aos discentes “desistentes”, a falta de planejamento (desde o momento da escolha do curso até a matrícula), questões financeiras, falta de tempo para conciliar estudos com o trabalho e a falta de interação entre as disciplinas do curso foram fatores determinantes para a tomada de decisão. Por outro lado, os estudantes que conseguiram concluir a pós-graduação elencaram que a possibilidade de diálogo existente entre discentes e docentes, visando uma melhor articulação no curso, a vivência com profissionais formados de outras áreas e a própria infraestrutura institucional foram imprescindíveis para a conclusão do curso. A partir deste estudo, foi possível identificar muitos pormenores, mesmo sendo um assunto com poucos trabalhos publicados. Além disso, infere-se a questão de quebra de expectativa, esta gerada pelos próprios estudantes, com relação ao curso no qual haviam se matriculado, o que pode ser explicado pelos altos índices de falta de planejamento dos estudantes que optaram pela desistência. Em contrapartida, o engessamento dos moldes docentes ainda se tornou visível, mesmo num curso cujo nome carrega a contemporaneidade, mas sendo passível de ajustes, através do diálogo.


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