Potencial resistência a helmintosporiose causada por Exserohilum turcicum em híbridos de milho pipoca com potencial para produção de minimilho na região sul capixaba

Coutinho, Josiane Rodrigues de Almeida (2021)

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O milho (Zea mays L.) está entre as mais importantes culturas na agricultura brasileira. Uma opção de exploração da cultura do milho é a produção de minimilho, que é comum em outros países e que começou a despertar a atenção de pesquisadores brasileiros. As doenças foliares, podem causar danos significativos no rendimento e na qualidade dos grãos. Dentre as doenças foliares do minimilho no Brasil, destacam se a mancha foliar de turcicum (Exserohilum turcicum). Portanto, o objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho de diferentes híbridos de milho pipoca em relação à doença Exserohilum turcicum. O experimento foi conduzido na área experimental do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) Campus de Alegre localizado no distrito de Rive – ES. O delineamento utilizado foi de blocos casualizados (DBC), 14 tratamentos, com 4 repetições, totalizando 56 unidades experimentais. As avaliações foram realizadas quinzenalmente durante trinta dias, totalizando 2 avaliações feitas com o auxílio da escala de notas, onde foi avaliada a proporção de folhas lesionada na planta inteira, considerando todas as folhas. Para classificação de severidade de E. turcicum na folha, utilizou-se a escala diagramática. Por não ter havido diferença significativa entre os híbridos, eles mostraram resistência ao E. turcicum. Os híbridos utilizados foram formados através de cruzamentos anteriores que buscavam características favoráveis à resistência a doenças foliares e à produção de minimilho, o que pode explicar a resistência encontrada nos mesmos no experimento. Houve baixa ocorrência da doença durante o período experimental, esse fato pode ter sido devido às condições ambientais desfavoráveis para a ocorrência de fungos em que se encontrou o experimento, sendo implementado durante o verão, período em que a temperatura é elevada, porém com umidade relativa do ar baixa, tal umidade baixa possibilitou que o patógeno não se desenvolvesse tanto. Contudo, é necessário a realização de novos experimentos em locais com condições ambientais favoráveis, para que se observe o comportamento dos híbridos mediante diferentes condições, para obtenção de resultados mais precisos, que possam ser utilizados futuramente.


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